*Blogue associado a tempodascerejas.blogspot.com e reservado para publicação de dossiers, textos de apoio ou de desenvolvimento a «posts» colocados nesse blogue, quer de Vítor Dias quer de outros autores e colaboradores. «Papéis de Alexandria» servirá também como espaço de arquivo de crónicas e artigos de opinião publicados por Vítor Dias entre 1994 e 2005 nos jornais «Avante!» e «Semanário», o que se espera possa eventualmente ser útil para quem pretenda reconstituir os temas em debate em determinadas épocas dentro desse período.
"They made them kneel down and they all did, except for Rigoberto. He was sitting on a rock, and then they shot them at point blank range. After they killed the six men, some people wanted to displace because we were scared, but we didn't want to leave the bodies. We decided that even if the paras came back to kill us, we would stay. We took turns watching over the bodies all night and for the next few days. By the time the investigators came, we couldn¹t even recognize who they were anymore, they were so swollen. I only knew Rigoberto because he had thick, curly hair." (Photo copyright Carin Anderson)
Ver aqui recente entrevista de Billy Bragg à The Nation, a propósito do seu novo álbum Mr. Love & Justice. E aqui pode ouvir na íntegra cinco canções deste novo disco de Billy Bragg.
Está acessivel online a edição de O Militante que, entre muitos outros, inclui o meu artigo sobre os 50 anos da campanha do general sem medo . Também aqui, no Avante! de 12.6.2008, pode ser lido um conjunto de oito textos em torno desta efémeride.
Praça de Jorna: de Alpiarça ...
... a WALL STREET ! Já tinha passado há duas semanas no Eixo do Mal e desde aí que andava à procura deste pequeno filme que só acabei por encontrar graças a um «post» no «trix-nitrix». Claro que é exagerado mas, francamente, penso que é muito bem imaginado. Chama-se THE JOB e está aqui, em vídeo, com legendas em francês. ( a foto em cima é de uma praça de jorna em Alpiarça nos anos 50).
Migalhães
Lá vem pelo avelar O filho do Zé João Vem do centro escolar Cansado de palmilhar A caminho da povoação
Não há médico na aldeia E a antiga escola fechou Não tem carne para a ceia Nem petróleo para a candeia Porque o dinheiro acabou
O seu pai foi para França Trabalhar na construção E a mãe desta criança Trabalha na vizinhança Lavando pratos e chão
Mas o puto vem contente Com o Migalhães na mão E passa por toda a gente Em alegria aparente De quem já sabe a lição
Um senhor muito invulgar Que chegou com mais senhores Veio para visitar O novo centro escolar E dar os computadores
E lá vem o Joãozinho No seu contínuo vaivém Calcorreando o caminho Desesperando sozinho À espera da sua mãe
Neste país de papões A troco de dois vinténs Agravam-se as disfunções O rico ganha milhões E o pobre Migalhães
(versos aqui publicados sem intenção de fazer campanha contra o "Magalhães" )
Descobertas musicais de Verão: Max and the Marginalized
À sua espera, a banda norte-americana MAX (Bernstein) AND THE MARGINALIZED, assumidos representantes da canção política, em The Good Fight Goes Bade em Museum of Mistakes[ outras quatro canções aqui]. (anterior: Alejandro Escovedo, aqui).
Preenchendo uma lacuna
Honra lhe seja feita, o Público de 14/8 preenche uma patente lacuna da imprensa portuguesa, ao dedicar a capa do P2 e três paginas de um excelento texto de Alexandra Lucas Coelho à morte do poeta palestiniano Mahmoud Darwish queaqui evocámos com um desenvolvido «post» em 9/8.
Mai 68 - 10 millions de grévistes, un seul survivant : Daniel Cohn-Bendit ?
A não perder aqui este artigo de Denis Perais et Nadine Floury.
Por que te callas, Ingrid ?
sobre Guillermo Rivera Fúqueno, sindicalista, comunista, membro do Polo Democrático Alternativo, raptado por forças policiais a 22 de Abril e cujo cadáver foi descoberto em 16 de Julho numa vala comum no cemitério de Ibagué. Deixa viúva Sónia Betancour e orfãs duas filhas.
19 sindicalistas assassinados na Colômbia no 1º trimestre deste ano
Se tem estômago para isso ou se, ao contrário do que muitos estão fazendo, não quer fechar os olhos a certas realidades, veja aqui a lista dos 19 sindicalistas assassinados na Colômbia em Janeiro, Fevereiro e Março de 2008 bem como alguns repugnantes e chocantes pormenores das caracteristicas desses crimes.
1968, os operários também
Um DVD da revista REGARDS «Entrevistas: com Bruno Muel, cineasta, membros dos grupos Medvedkine que realizaram filmes nos anos 60-70 com os operários das fábricas Rhodiaceta de Besançon e Peugeot de Sochaux, e Xavier Vigna, historiador, autor de um estudo pioneiro, A insubordinação operária nos anos 68, ensaio de história política das fábricas. De «Maio de 1968», a história reteve sobretudo o movimento estudantil. Ela deu-lhe o belo papel, erigindo-o em símbolo de uma contestação societal e global. As reivindicações operárias encontraram-se reduzidas à sua simples expressão social. E, no entanto, através destas greves e ocupações de fábricas que estiveram entre as mais poderosas que a França conheceu, os operários reclamavam bem mais do que aumentos de salários. É toda a organização do trabalho, e mesmo para além disso, que elese desejavam pôr em causa. Neste precioso documento, Xavier Vigna e Bruno Muel dão novamente vida à palavra operária contestatária.»Um DVD, com o preço de 7 euros + 1 de portes, que pode ser encomendado enviando um cheque, à ordem de Regards – 120, rue Lafayette – 75010 Paris - França
As palavras (de canções) desta semana
Ideology Billy Bragg
When one voice rules the nation Just because they're top of the pile Doesn't mean their vision is the clearest The voices of the people Are falling on deaf ears Our politicians all become careerists
They must declare their interests But not their company cars Is there more to a seat in parliament Than sitting on your arse And the best of all this bad bunch Is shouting to be heard Above the sound of ideologies clashing
Outside the patient millions Who put them into power Expect a little more back for their taxes Like school books, beds in hospitals And peace in our bloody time All they get is old men grinding axes
Who've built their private fortunes On the things they can rely The courts, the secret handshake The Stock Exchange and the old school tie For God and Queen and Country All things they justify Above the sound of ideologies clashing
God bless the civil service The nations saving grace While we expect democracy They're laughing in our face And although our cries get louder The laughter gets louder still Above the sound of ideologies clashing
Above the sound of ideologies, Above the sound of ideologies, Above the sound of ideologies clashing
artigos de Vítor Dias no «Público» (de 17.3.2006 a 23.2.2007)
O título não é o que parece, pois a autora segue o conceito de interpretar «HOMME» no sentido de «Humanidade». O pensamento de Natacha Polony exprime-se mais fielmente na sua afirmação de que « Le plus grand féminisme, c’est celui qui est humaniste, c’est-à-dire celui qui arrive à comprendre que, bien sûr, nous avons des corps différents qui construisent une partie de notre identité, bien sûr, ce n’est pas la même chose d’être un homme ou d’être une femme, mais que l’identité est multiple. »
Uma bela prenda em qualquer época
FERNÃO LOPES - Crónicas de D. Pedro I, D. Fernando e D. João I. Nota introdutória, antologia e leitura de texto de ANTÓNIO BORGES COELHO, ilustrações e posfácio de ROGÉRIO RIBEIRO.Ed. da Campo das Letras (edição cartonada, formato 24 x 31, 456 páginas).
Trabalho e sindicalismo em tempo de globalização
de MANUEL CARVALHO DA SILVA. Edição do Círculo de Leitores e da Temas & Debates.
As mãos e o espírito
de ÓSCAR LOPES. Nova edição com prefácio de António Borges Coelho e ilustrações originais de Ângelo de Sousa, Armando Alves, Jorge Pinheiro e José Rodrigues. Edição da Campo da Letras.
Crónicas políticas heterodoxas
de ANDRÉ FREIRE. Uma edição da SEXTANTE Editora.
«o tempo das cerejas» agradece
ao amigo artista plástico PEDRO PENILO este desenho que juntou aos seus votos para 2008.
"Detenções, torturas, assassínios: 2006 foi o ano mais violento para os sindicalistas, com 144 a serem mortos devido à sua actividade. Um relatório da Confederação Internacional de Sindicatos (CSI) revela um aumento de 25% no número de assassínios em relação a 2005. Como nos estudos anteriores, a Colômbia, com 78 mortes, foi o país mais violento."Os trabalhadores que procuram melhorar a vida através de actividades sindicais confrontam-se cada vez mais com a repressão", afirmou o britânico Guy Ryder, secretário-geral da CSI, no prefácio do relatório. O documento, que analisa a situação em 168 países, aponta a Colômbia como o caso mais preocupante. "O Presidente Álvaro Uribe procura convencer o mundo de que a situação está a melhorar, mas é mentira", disse Ryder. A maioria dos 78 sindicalistas mortos naquele país da América Latina foram vítimas dos paramilitares. " in DN de 19.9.2007
Ler aqui três artigos, publicados na na edição de 28/8 da revista colombiana SEMANA, sobre as actividades e crimes dos grupos para-militares na Colômbia.E, aqui e aqui, em português, dois esclarecedores artigos («Impunidade para os paramilitares colombianos» e «Como milhares de militantes foram liquidados na Colômbia» ), publicados no Le Monde Diplomatique de Maio e Outubro de 2005.
Por falar na Colômbia
DESEMPREGO E EMPREGO EM PORTUGAL
A propósito da divulgação dos dados oficiais sobre desemprego no 2º trimestre deste ano, leia aqui um aprofundado estudo de Eugénio Rosa sobre a crítica situação do emprego e do desemprego ao fim de três anos de governo PS.